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Acordos setoriais irão definir responsabilidades
Os termos de compromisso serão firmados separadamente pelas diferentes cadeias produtivas dos materiais recicláveis, reunindo poder público, fabricantes, importadores, distribuidores e comerciais. "Serão levados em consideração o grau e a extensão do impacto à saúde pública e ao meio ambiente", informa Valverde, assessor técnico que participou da elaboração da lei. A nova legislação dispõe sobre os princípios, objetivos e instrumentos econômicos para a gestão integrada do lixo, incluindo a corresponsabilidade dos geradores, do governo e da coletividade em busca de soluções. Os catadores de materiais recicláveis, organizados em cooperativas, passam a integrar formalmente o sistema de gestão. A lei proíbe a importação de rejeitos perigosos e exige a apresentação do plano de gerenciamento de resíduos pelos empreendedores no licenciamento ambiental. A obrigação estende-se a Estados e municípios, para acesso a recursos da União. Deve-se reforçar a não geração de lixo para depois, dentro de uma ordem de prioridades, incentivar a redução, reutilização, reciclagem e, por fim, a sua disposição ambientalmente adequada. A incineração para gerar energia é contemplada, embora tenha a oposição dos catadores, temerosos de perder materiais que podem ser vendidos para indústrias. "Pela proposta, o lixo de valor econômico, tanto como matéria-prima industrial quanto como fonte para aproveitamento energético, não deve ser levado para aterros sanitários", diz Valverde. Entre os pontos polêmicos, o Executivo retirou do texto medidas objetivas de fomento financeiro, principalmente para cooperativas e indústria da reciclagem, consideradas por Valverde como "indispensáveis para a implementação e êxito da lei". Mas o projeto prevê a necessidade desses incentivos, a serem criados na regulamentação da lei. (S.A.) |
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